CRM 158308 / RQE 38819
Especialista nas doenças do ouvido, nariz, garganta e do labirinto.
Foco no tratamento humanizado da tontura e do zumbido.
Tontura
Visão Geral sobre o Assunto
Tontura não é uma doença, mas um sintoma presente em mais de 60 enfermidades. Está entre as três queixas mais comuns em consultas em um ambulatório geral, perdendo apenas para a dor e a fadiga, segundo informações do Departamento de Otoneurologia da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF).
Quem sofre com tontura deve estar consciente sobre a importância de buscar atendimento médico, que é o profissional de saúde habilitado para o procedimento de diagnóstico adequado. Além disso, não devemos negligenciar o sintoma, que pode ser descrito por sensações de desequilíbrio, parecer que se está flutuando ou sentir o ambiente ao redor girando, por exemplo.
Desvendar a queixa de tontura nem sempre é fácil. Essa avaliação é necessária para determinar qual é o principal responsável pela crise ou pelo sintoma atual que o paciente enfrenta. Muita gente tem a percepção errada de que a tontura é sempre uma labirintite, pois desconhece que há dezenas de outras doenças. É por isso que o médico deve ser consultado, por ser o profissional com a competência para pedir exames adequados, descobrir qual é a enfermidade e prescrever o tratamento correto.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que a tontura afeta entre 15 e 20% da população global. Na capital de São Paulo, a prevalência da tontura atinge 42% dos habitantes, de acordo com um estudo publicado na Revista Brasileira de Otorrinolaringologia.
Causas
Diversas alterações de saúde podem gerar sintomas de tontura; até mesmo várias medicações têm esse possível efeito colateral. Entre as principais estão problemas emocionais e doenças de origem metabólica ou hormonal, neurológicas, cardiológicas e labirínticas, ou seja, que afetam a estrutura interna do ouvido, muito relacionada à manutenção do equilíbrio corporal.
A tontura não deve ser menosprezada, pois esse problema traz limitações. Quem sofre com o sintoma pode desenvolver, por exemplo, medo e insegurança do movimento, pois a tontura leva à instabilidade do corpo, o que aumenta o risco de queda e de fraturas, um problema grave entre os idosos.
Estudos brasileiros que indicam que 45% dos idosos convivem com a tontura e a alteração no equilíbrio corresponde a 85% das causas de quedas de pessoas com 65 anos ou mais.
Além de prejuízos psicológicos, as pessoas que são afetadas pela tontura ainda têm sua qualidade de vida impactadas no âmbito social e de trabalho, pois convivem com episódios de mal-estar físico e a redução da concentração e atenção. Elas também podem sofrer consequências em longo prazo, caso uma condição de saúde existente que pode estar causando sua tontura não seja tratada
Algumas causas da tontura necessitam de tratamento medicamentoso ou hospitalar imediato e podem ser de difícil diagnóstico, como o acidente vascular cerebral (AVC), doenças inflamatórias do cérebro, tumores, hemorragias, carências nutricionais e diferentes tipos de câncer.
Diagnóstico e Tratamento
A detecção da causa da tontura dependerá do entendimento dos sintomas; por isso, a história clínica do paciente é minuciosamente avaliada. Em algumas situações, é necessária a realização de exames de sangue, de imagem e testes vestibulares (do labirinto) e auditivos, entre outros recursos.
Cada caso tem a sua particularidade. Por isso, o tratamento é feito pelo médico após o diagnóstico e deve ser individualizado, podendo incluir medicações, mudanças comportamentais, tratamentos de reabilitação e manobras específicas. Generalizar tratamentos não é indicado e pode trazer riscos como efeitos colaterais, complicações ou agravamento do quadro.
Dr. César Bertoldo
Otorrinolaringologista e Otoneurologista
Especialista nas doenças do ouvido e do labirinto. Foco no tratamento humanizado da tontura e do zumbido.
Localização
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